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sábado, 1 de outubro de 2022

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

terça-feira, 19 de junho de 2018

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sugestão de Leitura: Maria Gabriela Llansol - "A Palavra Imediata - Livro de Horas IV"


Maria Gabriela Llansol, A Palavra Imediata - Livro de Horas IV. Lisboa: Assírio & Alvim, 2014.
Preço: 16,60€.

Sugestão de Leitura: Maria Gabriela Llansol - "Lisboaleipzig"


Maria Gabriela Llansol: Lisboaleipzig - O Encontro Inesperado do Diverso / O Ensaio de Música. Lisboa: Assírio & Alvim, 2014.
Nova Edição que substitui a de dois volumes editada pelas Edições Rolim em 1994.
Preço: 17.70€.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Llansol: A Aprendizagem da Leitura

Pierre-Auguste Renoir, Uma Mulher a Ler, 1876. Paris: Museu de Orsay. 


Ali, arde a substância onde Ana está ensinando a ler a Myriam, Ana sentada numa cadeira, com o livro aberto no colo, Myriam de pé, a olhar um dos primeiros textos, "que é um cavalo que vai saltar". Está sendo beijada na boca pelas letras, e inclina a cabeça para trás, pois a seta da clemência atravessou-lhe o vestido. "Quem for clemente, lê". Se a linguagem, segundo diz Ana, for apreendida na visão, ela, no fim, tirará da estante ardente a chave da leitura, e metê-la-á no bolso de Myriam.

Maria Gabriela Llansol, Um Beijo dado mais Tarde, p. 56. Lisboa: Edições Rolim, 1990.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Llansoliana: Bibliografia V - Traduções

Traduções
  • Flaubert, Gustave, O Sol Minguante. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1991.
  • Wilde, Oscar, O Príncipe Feliz. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1991.
  • Colette, Saha, a Gata. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1994.
  • Hölderlin, Friedrich, Diotima. Tradução com o pseudónimo Maria Clara Salgueiro. Colares: Colares Editora, 1994.
  • Sade, Donatien Alphonse François de, Mistérios Libertinos da Bastilha. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1994.
  • Woolf, Virginia, Cartas Íntimas a Vita Sackville-West. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1994.
  • Dickinson, Emily, Bilhetinhos com Poemas. Tradução com o pseudónimo Ana Fontes. Colares: Colares Editora, 1990.
  • Verlaine, Paul, Sageza. Lisboa: Relógio D'Água, 1995.
  • Rilke, R.M., Frutos e Apontamentos. Lisboa: Relógio D'Água, 1995.
  • Rimbaud, O Rapaz Raro - Iluminações e Poemas. Lisboa: Relógio D'Água, 1998.
  • Thérèse Martin de Lisieux, O Alto Voo da Cotovia. Lisboa: Relógio D'Água, 1998.
  • Apollinaire, Guillaume, Mais Novembro do que Setembro. Lisboa: Relógio D'Água, 2001.
  • Éluard, Paul, Últimos Poemas de Amor. Lisboa: Relógio D'Água, 2002.
  • Baudelaire, Charles, As Flores do Mal. Lisboa: Relógio D'Água, 2003.
  • Loüys, Pierre, O Sexo de Ler Bilitis. Lisboa: Relógio D'Água, 2010.



Llansoliana: Bibliografia IV - Diários e Obra Póstuma

Diários

  • Um Falcão no Punho - Diário 1. Lisboa: Rolim, 1ª Edição, 1985. Lisboa: Relógio D'Água, 1998.
  • Finita - Diário 2. Lisboa: Rolim, 1ª Edição, 1987. Lisboa: Assírio & Alvim, 2ª Edição, 2005.
  • Inquérito às Quatro Confidências - Diário 3. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 1996.


 Obra Póstuma
  • Uma Data em Cada Mão - Livro de Horas I. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2009.
  • Um Arco Singular - Livro de Horas II. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2010.
  • Numerosas Linhas - Livro de Horas III. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2013.


Llansoliana: Bibliografia III - Livros 1998-2007

  • Ardente Texto Joshua. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 1998.
  • Onde Vais, Drama-Poesia?. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 2000.
  • Cantileno (Inclui também Hölder, Hölderlin, Amar Um Cão e O Estorvo). Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 2000.
  • Parasceve - Puzzles e Ironias. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 2001.
  • O Senhor de Herbais - Breves Ensaios Literários sobre a Reprodução Estética do Mundo, e suas Tentações. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 2002.
  • O Começo de Um Livro É Precioso. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2003.
  • O Jogo da Liberdade da Alma. Lisboa: Relógio D'Água, 1ª Edição, 2003
  • Amigo e Amiga - Curso de Silêncio de 2004. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2006
  • Os Cantores de Leitura. Lisboa: Assírio & Alvim, 1ª Edição, 2007.





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Llansoliana: Bibliografia II - Livros 1962-1994


Llansoliana: Bibliografia I - Trilogias

Trilogia - Geografia de Rebeldes
  • O Livro das Comunidades. Porto: Afrontamento, 1ª Edição, 1977. O Livro das Comunidades, seguido de Apontamentos sobre a Escola da Rua de Namur. Lisboa: Relógio D'Água, 1999.
  • A Restante Vida. Porto: Afrontamento, 1ª Edição, 1983. A Restante, seguido de O Pensamento de Algumas Imagens. Lisboa: Relógio D'Água, 2001.
  • Na Casa de Julho e Agosto. Porto, Afrontamento, 1ª Edição, 1984. Na Casa de Julho e Agosto, seguido de O Espaço Edénico. Lisboa: Relógio D'Água, 2003.



Trilogia - O Literal do Mundo

  • Causa Amante. Lisboa: Regra do Jogo, 1ª Edição, 1984. Lisboa: Relógio D'Água, 2ª Edição, 2004.
  • Contos do Mal Errante. Lisboa: Rolim, 1ª Edição, 1986. Lisboa: Assírio & Alvim, 2ª Edição, 2004.
  • Da Sebe ao Ser. Lisboa: Rolim, 1ª Edição, 1988.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sugestão de Leitura: Llansol - "Numerosas Linhas - Livro de Horas III"


Maria Gabriela Llansol, Numerosas Linhas - Livro de Horas III (Jodoigne-Herbais 1979-1980).Lisboa: Assírio & Alvim, 2013. Páginas: 336. Preço: 17,70€

sexta-feira, 1 de março de 2013

Um Fragmento é Tudo o que Resta

O livro de João Barrento, O Género Intranquilo - Anatomia do Ensaio e do Fragmento, descreve o que será  a realidade estética e formal da literatura e da filosofia para o século XXI, pois, ao traçar a especificidade destes géneros literários, projecta a necessidade textual que é própria da sua natureza. O romance, tal como o conhecemos no século XIX ou em meados do século XX, bem como o tratado filosófico, expresso, em síntese, pelo idealismo alemão, já não podem ser a forma ideal de expressão. As Grandes Guerras e as consecutivas crises financeiras e económicas, a par da degradação das condições sociais e do desprezo instalado face à cultura, anularam a possibilidade de ver o todo. A vida, tal como a conhecemos, é um mar de estilhaços dispersos, um espelho partido que impede o olhar. Logo, nesta realidade despedaçada, o que o resta é a sugestão e a projecção de um sentido. Este resto que permanece humano pode ser expresso, traduzido em texto, pelo ensaio e pelo fragmento, géneros que não se fecham em si mesmos, mas que produzem uma teia de afinidades que revela uma imagem do todo.

Segundo João Barrento, "o ensaio faz-se a bordo dos dias. E a bordo dos livros, na leitura acidental, mais do que a dirigida" (17). O ensaio não suspende a vida, alimenta-se dela e transforma-a em texto. "A vida do ensaio nasce de um névoa que se aclara" (21). Essa neblina que é a génese do ensaio tem a sua origem na própria vida, nas leituras que esboçam e delineiam novas leituras. O ensaio manifesta o fio de vida que une todas as coisas e sugere uma visão holística, na qual o limite da palavra, do texto ofertado, conduz-nos, inevitavelmente, para uma imagem de totalidade. O silêncio, o enigma que encerra o mistério, e a revelação que não se limita ao se que lê, mas que se eleva na sugestão de uma nova viagem, são a natureza essencial do ensaio e do fragmento. 

O autor diz que "no fragmento, a linguagem não fala, mas nomeia" (70) e é essa invocação do nome, enquanto síntese daquilo a que se refere, que nos transporta para além do texto, da palavra cantada. O fragmento não gera concórdia, nem promove uma unidade harmoniosa, a sua natureza confessa a discórdia, a tensão entre os opostos, a permanência de tudo o que existe nesse conflito de contrários. A unidade, o todo, esconde-se, vela-se nessa razão divina, nesse Logos que oculta, numa tecedura, a guerra que liga os opostos. 

O que encontramos na leitura de Heraclito, de Montaigne, de Schlegel, de Novalis, de Benjamin, de Llansol  e de tantos outros é essa plena expressão do fragmento e do ensaio. Neles, o texto é uma imagem de um livro total, único, o qual se estende, de página em página, de ensaio em ensaio, de fragmento em fragmento, num livro do mundo. A totalidade é alcançada pelo aceno, pelo vislumbre, pela semente que se reproduz.

A leitura de O Género Intraquilo não se esgota, pois existe uma necessidade constante de reler, de voltar atrás, de deter uma frase ou uma citação, de pensar o que foi dito, ou, melhor dizendo, nomeado. Leia-se.  

  

João Barrento 

O Género Intranquilo - Anatomia do Ensaio e do Fragmento

Assírio & Alvim

2010

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Lembrar Llansol no Texto Lido

Maria Gabriela Llansol faleceu a 3 de Março de 2008 e desde então foram apenas publicados dois livros: Uma Data em Cada Mão - Livro de Horas I (2009) e Um Arco Singular - Livro de Horas II (2010). Porém, segundo o Espaço Llansol, o seu espólio é constituído por 25.452 páginas digitalizadas: 

Cadernos 1º Núcleo - 17.541 páginas; 
Cadernos 2º Núcleo - 5.347 páginas;
Agendas - 2.280 páginas;
Blocos de Notas: 284 páginas. 

O trabalho dos colaboradores do Espaço Llansol é louvável, com uma determinação legente e uma amizade altruísta. No entanto, a edição não corresponde à dedicação que estas pessoas tem oferecido ao texto llansoliano. 

Em Portugal, os espólios demoram demasiado tempo a passar a texto publicado. Por exemplo, Jerónimo Pizarro, na Revista Ler de Setembro de 2012, diz que cerca de 30.000 páginas do espólio de Fernando Pessoa continua por editar. De facto, parece peculiar que um escritor como Pessoa, que faleceu a 30 de Novembro de 1935, continue a ter textos por editar.   

O texto precisa do leitor e o leitor do texto. É essa misteriosa afinidade que preserva uma teia de vida entre um e outro, daí a importância de publicar o espólio, pois o leitor deve ter um acesso completo a obra de um autor, só assim poderá compreender e amar aquelas palavras que libertam, que iniciam um caminho de descoberta, de novidade e de espanto. É essa repetição do entusiasmo da primeira leitura, sempre renovada no texto lido, que confere ao leitor/legente esse assombro inaugural. Logo, o texto por editar e o livro esgotado assumem uma marca de impossibilidade, negando ao cantor de leitura a palavra que pede o seu olhar. 

Repensar a publicação dos espólios é uma necessidade cultural e humana e o texto de Llansol - e de Pessoa - precisa de ser lido para ser lembrado. 

  

Maria Gabriela Llansol

Uma Data em Cada Mão
Livros de Horas I

Assírio & Alvim

2009






Maria Gabriela Llansol

Um Arco Singular
Livro de Horas II

Assírio & Alvim

2010