quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A Serpente da Sabedoria (Poesia)

Bourdon, Sébastien, Moses and the Brazen Serpent, 1653-4. 
Madrid: Museu do Prado.
https://www.wga.hu/

A Serpente da Sabedoria


Na sua serpente avançarás
Girando sozinho em círculo
Ou serpenteando o caminho
Pisarás a via da providência
Sulcando as ruas do destino
E as alamedas da liberdade
E no fim concluindo a senda
Filho de Sophia serás quem és


6 de Agosto de 2019
RMdF

terça-feira, 30 de julho de 2019

Sugestão de Leitura: Carl Gustav Jung - Memórias, Sonhos, Reflexões


Jung, Carl Gustav, Memórias, Sonhos, Reflexões.

Tradução: António Sousa Ribeiro.

Lisboa: Relógio D'Água, 2019.

ISBN: 9789896419509

Páginas: 424

Preço: 20€

quinta-feira, 11 de julho de 2019

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Uma Ferida no Ar (Poesia)

Gérard, François, Cupido e Psyche, 1798.
Paris:Museu do Louvre.
Uma Ferida no Ar


Não Não ______________
Nem o mar é rude e crespo
Nem as ondas ferem o ar
Violentos são os rochedos
Os cumes em alta escarpa
E os promontórios afiados

Não Não ______________
Nem a terra é mansa e triste
Nem as árvores ferem o ar
Belicosas são as montanhas
E ainda as pedras do ocaso
Do destino firmes contendas

Não Não ______________
Nem o vento é revoltado e só
Nem as aves do céu ferem o ar
Cortante é o grito de uma brisa
A ira dançarina de um tornado
E o vendaval numa madrugada

Não Não ______________
Nem o Sol é solitário e ardente
Nem os seus lumes ferem o ar
Cruel é o céu sem luz ou estrela
O astro errante do olhar ocultado
É a vida que sobrevivente recua

_____________ perdida a alma
Da sabedoria é uma ferida no ar


6 de Julho de 2019
RMdF


Fonte da Imagem: https://www.wga.hu/framex-e.html?file=html/h/holbein/hans_y/2drawing/1530/07studie.html&find=writing

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Missão (Poesia)

Coli, Giovanni, The Triumph of Wisdom, 1671.
Veneza: Convento de San Giorgio Maggiore.


Missão


Se para a tua vida
queres uma missão
Outra não terás tu
Que tudo aprender
E no fim nada saber
Não te prendas pois
Em doces ilusões
De vã grandeza
Pois no mundo
És somente
Uma partícula
De estelar
Poeira


4 de Fevereiro de 2019
RMdF




Fonte da Imagem: https://www.wga.hu/framex-e.html?file=html/h/holbein/hans_y/2drawing/1530/07studie.html&find=writing

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Orar ao Inevitável (Poesia)

Mantegna, Andrea, Introdução do Culto de Cibele em Roma, 1505-06.
Londres: National Gallery.


Orar ao Inevitável


Ó Adrasteia ninfa
Arcaica deusa
Do Inevitável fado
Para Reia, Cibele 
Ou a Necessidade
Do númen o nome
De epíteto sagrado
Segue ó deusa antiga
O moderno humano
Concede à memória
Da vida e da morte
A feliz fortuna e a sorte
De um bom demiurgo


28 de Outubro de 2018
RMdF

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Sugestão de Leitura: Platão - Leis, 3 Volumes


Platão, Leis, 3 Volumes.

Tradução: Carlos Humberto Gomes.

Lisboa: Edições 70, 2017-2019 (1º Vol., 1ª Edição, 2004).

ISBN: 1º Vol. 9789724420677; 2º Vol. 9789724411958; 3º Vol. 9789724414843.

Páginas: 1º Vol. 272; 2º Vol. 317; 3º Vol. 266.

Preço: 1º Vol. 17,90€; 2º Vol. 17,90€; 3º Vol. 17,90€.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Obra ao Negro (Poesia)

Holbein, Hans o Jovem, Estudo das Mãos de
Erasmo de Roterdão
, c.1523.
Paris: Museu do Louvre.


Obra ao Negro


De cinzel
A tinta
Núbia
A marca
Que fere
O papel
Texto
Escrito
Lavrado
No alvor
Solitário
Traçado


26 de Maio de 2019
RMdF





segunda-feira, 13 de maio de 2019

Entre a Vida e a Morte (Poesia)

Baldung Grien, Hans, Death and the Maiden, 1518-20.
Basel: Öffentliche Kunstsammlung.


Entre a Vida e a Morte


Se viúva a vida chora
Só à morte dizeis vós
Esta não é a tua hora
Recua já ó cruel algoz


Se leda se nega a vida
Sombria a morte vem
E dizeis A toda a brida
Dai o corcel a alguém


Se em fio vai a gadanha
Escapar é célere gesto
Dizeis vós Se ela ganha
Nada vale o passo lesto


6 de Maio de 2019
RMdF










terça-feira, 7 de maio de 2019

O Crepúsculo do Feminino (Poesia)

Botticelli, Sandro, Pallas, c.1490.
Florença: Galleria degli Uffizi.

Crepúsculo do Feminino


De sangue e leite Reia cretense
Ou do eterno fluxo Magna Mãe
A placenta de um deus menino
Na Figália corrente rio se torna
Onde na rude e silvestre Arcádia
Outra divina destronada deusa
Num templo perdido permanece
Dando apenas o dia ao ano todo
Eclipsada está a antiga deidade
Esquecida está a materna rainha
Da terra e do ar da água e do fogo
Perdemos pois o divino feminino
E do novo homem tudo se tornou
Sombra e imagem representação


29 de Janeiro de 2019
RMdF