quarta-feira, 11 de julho de 2018

Sugestão de Leitura: Catherine Nixey - A Chegada das Trevas: Como os Cristãos Destruíram o Mundo Clássico


Catherine Nixey,  A Chegada das Trevas: Como os Cristãos Destruíram o Mundo Clássico.
Porto Salvo: Desassossego (Edições Saída de Emergência), 2018.
ISBN: 9789898892119
Páginas: 336
Preço: 18,80€

terça-feira, 10 de julho de 2018

Desenhar o Corpo Humano (Poesia)

Da Vinci, Leonardo, Estudo das Mãos, c. 1474.
 Windsor: Royal Library.

          Desenhar o Corpo Humano

          Não nem lápis ou carvão
          Nem pincel ou pigmento
          Nem martelo ou cinzel
          Virgem a tela despida
          Frio o mármore casto
          E apenas com o aparo
          E aquele fluído índigo
          Se cria a forma informe
          Sugerida por símbolos
          E conformados sinais
          Com traços de alfabeto
          E sombras de metáfora
          Seguindo sós e textuantes
          Esses sulcos de tinta
          Na folha alba plantados
          Sem rosto ou corpo
          Da mão poética gerado
          O desenho do corpo humano

               08/07/2018 RMdF

quinta-feira, 5 de julho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Um Fragmento de Óstraca (Poesia)

Óstracon Demótico
(O. Chicago M. H. 3377)


Um Fragmento de Óstraca

Num estilhaço se gravam
As estrelas e o destino
Num acidente de oleiro
Se cinge um futuro
Escrito no barro quebrado
Não se perde o papiro
Na sorte do comum
E abreviando se guarda
Uma vida inteira

19/05/2018 RMdF


Fonte da Imagem: Neugebauer, O., Demotic Horoscopes in Jounal of the American Oriental Society, Vol. 63, Nº 2, 1943, pp. 115-127

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sugestão de Leitura: Rimbaud - Obra Completa


Rimbaud, Jean-Arthur, Obra Completa, Edição Bilingue.
Tradução: João Moita e Miguel Serras Pereira.
Lisboa: Relógio D'Água, 2018.
ISBN: 9789896418427
Páginas: 874
Preço: 34 €

terça-feira, 15 de maio de 2018

As Asas do Anjo da História (Poesia)

Klee, Paul, Angelus Novos, 1920.


As Asas do Anjo da História 

E como um tornado de luz
Ou redemoinho de sombra
Tanto o humano seduz
Como o povo assombra
Sem seu trilho ou paisagem
A história é cinza ou poeira
Ora vestígio ora miragem
Pra quem vence soalheira
Dos vencidos sombra extensa
Dos escribas mais que alegoria
Outros julga e de si não pensa
Mas de ninguém os pecados expia

E como memória ou vendaval
Assim segue o anjo a sua via
Como vivente não se torna actual
E no seu coro ou seguia ou caia
Sem sua vontade o vento avança
Ora com força ora com graça 
Das asas vem toda a esperança 
E do humano se afasta a barcaça 
Sobre os estilhaços não há morte
Com o progresso tudo é passagem
É a fé de quem nos dados tira a sorte
Dos outros não deixa de ser viagem

Assim vai o anjo da história 
Assim chega o vendaval
Para o humano sombra ou glória
Da humanidade um outro mal

13/05/2018  RMdF          

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Os Fragmentos são Poeira

Fuseli, John Henry, The Artist Moved by the Grandeur of Antique Fragments,
 1778-79.


A actualidade é estar no tempo sem ser tempo, é soprar para longe as fagulhas da história e inspirá-las quando o vendaval as devolve. Viver a actualidade é como caminhar numa ponte sem lugar sobre o abismo da memória, sem olhar para o sol que cega, para a luz divina.

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A hipótese do nada é sempre melhor que a pretensão do todo, pois a hipótese alberga o seu contrário e a pretensão tem por por hábito negar tudo o que está para além de si. Nessa arrogância da certeza, acaba sempre na ignorância.

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Não foram os grilhões que mataram o feminino, foi a vergonha. Aqueles que o calcaram, pisando a luz e a aura, destruíram a harmonia dos opostos.

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O livro que vive no tempo é aquele cujo desfolhar permanece na frequência do acaso. Sem sentido, encontra-se o único sentido e por livre vontade firmamos-nos no não-lido, no vislumbre de uma palavra solta.

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O mistério segreda a luz, o enigma solve e resolve.

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A guerra é essa força que ignorante avança e destrói e oprime, negando a palavra e o texto. A guerra nem sempre é armada, por vezes, serve-se apenas da intolerância.

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A actualidade é o presente a validar o passado, é um abeirar-se das suas ruínas, um acto que se estende no tempo, no limiar do abismo.

&

Os mitos não morrem, adormecem, repousam entre o sonho e a imaginação, à espera de um novo despertar. O mito não teme a razão, mas sim um longo esquecimento, um sono profundo.

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Quanto maior a sabedoria, maior será a tormenta. E a tormenta é a via única para a felicidade. Já a ignorância conduz à dormência e a dormência é o caminho para o prazer, pois este luta contra outra, embora sem nunca a vencer.

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A arrogância e a vaidade intelectual desejam a sabedoria, mas deitam-se sempre com a ignorância.


Fragmentos Escrito entre  2017 e 2018 RMdF

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Sugestão de Leitura: William Wordsworth - Poemas Escolhidos


Wordsworth, William, Poemas Escolhidos, Edição Bilingue.
Selecção, tradução, introdução e notas de Daniel Jonas.
Lisboa: Assírio & Alvim, 2018. 
ISBN: 9789723719657
Páginas: 320
Preço: 19,90€

quinta-feira, 26 de abril de 2018